terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Curso sobre Guaman Poma de Ayala no MAE-USP

Durante o período de 15 a 24 de março de 2011 será ministrado no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo o curso de extensão universitária Tahuantinsuyu através da obra de Guaman Poma de Ayala. Para mais detalhes e informações clique aqui 


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

VI Colóquio História e Arqueologia da América Indígena na USP

Nos próximos dias 03, 04 e 05 de novembro o Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo (CEMA - USP) realiza seu maior colóquio até agora. Nessa sexta edição do Colóquio História e Arqueologia da América Indígena estarão presentes 36 palestrantes de diversos países (México, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil) que abordarão diversos temas relacionados à questão indígena nas Américas.

Galen Brokaw na University at Buffalo (Estados Unidos) falará sobre os khipus (para saber mais sobre os khipus clique aqui). Enquanto o curador de América Latina do Museu Britânico, Colin McEwan, fará uma palestra entitulada Cognizing and marking the Andean landscape: ushnu, apachetas, sayhuas and wankas. Já o pesquisador mexicano Federico Navarrete discurssará sobre identidades culturais e étnicas na América Indígena.

Além dos palestrantes internacionais, o colóquio também terá a presença importante de vários pesquisadores brasileiros como, por exemplo, Marta Amoroso, Auxiliomar Ugarte, Glória Kok, Sérgio Medeiros, Leila França e Gláucia Santana.

O colóquio tem um caráter essencialmente muldisciplinar com a intenção de criar debates entre pesquisadores procedentes da antropologia, arqueologia, história e áreas afins.

Para mais informações clique aqui.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ameríndios sob o olhar romântico

Além de Ouros de Eldorado, acontece também na Pinacoteca outra exposição tão interessante quanto. Trata-se da mostra François Auguste Biard: o indígena e o olhar romântico. Ao visitar as duas exposições, o visitante tem a oportunidade de refletir sobre a figura do indígena sob dois pontos de vista: enquanto Ouros de Eldorado oferece ao visitante objetos antropológicos produzidos pelos próprios Ameríndios; a mostra de Biard permite ver como os europeus do século XIX percebiam esses mesmos Ameríndios, porém, através da ótica do movimento artístico conhecido como Romantismo.

O Romantismo foi um movimento artístico, literário e filosófico que surgiu na Europa a partir do final do século XVII. Algumas de suas principais características eram a subjetividade, a busca pelo exótico e idealizações (de uma mulher, de um herói, de uma nação). No Brasil o movimento chamado de Indianismo foi um derivativo do movimento romântico que passou a idealizar o indígena como um bom selvagem que vivia em harmonia completa com a natureza. Se anteriormente o indígena estava a margem da historia brasileira, com a chegada do indianismo ele passa a representar um tipo de herói nacional altamente idealizado e passa a ser tema central de obras de arte ou personagens da literatura, como nos livros O Guarani e Iracema de Jose de Alencar.

François Auguste Biard não foi o único a produzir obras com essas características. Outros expoentes foram Jean Baptiste Debret, Johann Moriz Rugendas e Victor Meirelles.

Não deixe de observar que as imagens representadas por essa produção artística romântica – tanto européia como brasileira - tendem a reforçar estereótipos e preconceitos que associam o indígena ao mito do bom selvagem. Por exemplo, a conceito de índios ingênuos que não cultivavam a floresta, deixando-a intocada, é uma percepção já ultrapassada e que não é representativa da condição indígena tanto em tempos pré-colombianos como nos dias de hoje.

Sabemos, por exemplo, que a Amazônia estava longe de ser território intacto. Há estudos que sugerem que a floresta amazônica era, em algumas regiões, como um grande jardim modificado e cultivado pela sociedades pré-colombianas. Por exemplo, pesquisas arqueológicas têm sugerido que a terra preta de índio é um produto antrópico, fruto da ação humana. Ou seja, através de processos complexos de adição de carvão e ossos ao solo, índios pré-colombianos conseguiram melhorar a qualidade do solo e, dessa forma, potencializar sua capacidade agrícola.

Site da Pinacoteca

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Últimas semanas para ver Ouros de Eldorado na Pinacoteca

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta até o dia 22 de agosto próximo a exposição Ouros de Eldorado. Arte Pré-Hispânica da Colômbia. Trata-se de uma oportunidade única para ver uma exposição antropológica por excelência.

Ao abrir suas portas para essa exposição a Pinacoteca abre também suas portas para um universo diferente daquele da história da arte em seu sentido mais tradicional. Ou seja, à riqueza do universo Ameríndio pré-colombiano.

Mais detalhes no site da Pinacoteca

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Novas Descobertas Moche















Arqueólogos peruanos anunciaram na semana passada a descoberta de novos enterramentos da cultura Moche (100 a. C - 800 AD.) no complexo arqueológico conhecido como Huaca Bandera. A nova descoberta fica a cerca de 50 quilômetros da cidade peruana de Chiclayo na costa norte do Peru.

Nos enterramentos do que seriam supostamente membros da elite Moche foram também encontradas oferendas como - por exemplo - adornos de cobre, cerâmica e conchas Spondylus.

Para mais informações e fotografias:



* Fotografia do site da National Geographic

terça-feira, 20 de julho de 2010

VI Colóquio História e Arqueologia da América Indígena CEMA-USP

Organizado pelo Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo (CEMA/USP), este evento será realizado nos dias 3, 4 e 5 de novembro de 2010 no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Todos os detalhes sobre inscrições e demais informações podem ser encontrados no novo website do CEMA, no endereço: http://www.usp.br/cema

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bibliotecas Digitais

Além dos inúmeros textos integrais oferecidos pela Open Library (um projeto do Google), agora pesquisadores dos quatro cantos do mundo podem também acessar uma série de documentos raros (inclusive mapas) disponíveis na recém lançada Biblioteca Digital Mundial, um projeto audacioso da UNESCO que pretende continuar a digitar e disponibilizar materiais que, normalmente, seriam difíceis de acessar.

Alguns exemplos dos documentos inseridos na BDM incluem o mapa Le cours de la riviére des Amazones dressé sur la relation (1680) do francês Nicolas Sanson; cartas escritas por Cristóvão Colombo sobre suas descobertas; o códice mexicano Huexotzinco de 1531; e um dos primeiros manuscritos impressos na América Latina chamado Pragmatica sobre los diez dias del año produzido por Antônio Ricardo em 1584 a pedido do Rei Felipe II da Espanha quem decreta a mudança do do calendário juliano para o gregoriano.

Vale lembrar que além da Open Library e da BDM, existem também outras bibliotecas digitais que oferecem uma infinidade de textos como, por exemplo, o Projeto Gutenberg e a Open Collections Program: Expeditions & Discoveries da Harvard University.